O que fazer da crise?

Nossa vida é feita de crises. Entre uma e outra, nos acomodamos.

Crises podem ser pessoais, sociais, econômicas, planetárias.

A primeira reação diante de uma crise é nos encolher. Assumir uma postura defensiva. Tentar conservar tudo como está.

Mas a vida muda rapidamente e flexibilidade e dinamismo são fundamentais.

Alguns usam a crise para investir e especular. Outros para desistir.

Alguns a usam para crescer e aprender.

A formação em Deep Memory Process pode ajudar a deslanchar  seu crescimento pessoal e profissional.

Quem teve o privilégio e a oportunidade de unir crescimento pessoal com formação profissional sabe que essa é a única forma de poder ajudar na transformação do Outro. Transformando primeiro a mim mesmo.

A formação profissional em Deep Memory Process  é um dos treinamentos mais enxutos, sintéticos e ricos da área das terapias complementares.

Em cinco módulos de cinco dias de duração, num espaço de dois anos, você aprenderá a usar a terapia regressiva como ferramenta efetiva de trabalho.

Você encontrará ferramentas e soluções novas para enfrentar seus medos, suas fobias, sua ansiedade, seus fundos depressivos, seus ressentimentos e neuroses e aprenderá também a empregar esse conhecimento em sua prática terapêutica.

Queremos que você, ao final do curso, saiba claramente se esse é o caminho que você deseja trilhar.

Nesses cinco módulos lhe serão também apresentadas diferentes áreas das psicoterapias complementares:

O psicodrama de Moreno, a gestalt de Pearls, a bioenergética de Reich, a imaginação ativa de Jung, a psicoterapia do trauma e dissociação de Freud e alguns aspectos das tradições espirituais do xamanismo, budismo tibetano e  ioga hinduísta.

O treinamento em terapia regressiva do Deep Memory Process, criado pelo psicólogo inglês Roger Woolger, é uma síntese de todas essas escolas e tradições.

Mas você não irá aprender como em uma faculdade, sentado, numa atitude passiva.

Você aprenderá isso na prática e já no segundo dia do primeiro módulo de treinamento, trabalhará como terapeuta e como cliente.

Um mergulho direto e prático. Com todo o apoio e a segurança que nossa experiência de quase 17 anos no Brasil permite.

A terapia de regressão, praticada e ensinada pelo Deep Memory Process, é também uma oportunidade de estudar com o professor Marco André Schwarzstein, 30 anos de experiência em psicoterapia clínica e de grupo, M.Sc. pela Universidade de Zurich, um dos introdutores do Holotropic Breathwork de Stanislav Grof no Brasil, amigo e assistente de Roger Woolger durante seus 12 anos de atividades em São Paulo, Campinas, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Salvador e Recife.

O que é uma regressão? O que são “memórias de vivências passadas”?

Algo mágico? Uma viagem no tempo?

Na regressão aprendemos a conhecer o poder transformador único que está disponível quando compreendemos que, como diz o psicólogo americano James Hillman, “a memória é simplesmente imaginação, com uma ideia de passado atrelada a ela”.

Assim, começamos a integrar nossa vida como uma história, como uma narrativa imaginal, já que, no fundo de nossa consciência, temos histórias.

Nem teorias, nem filosofias. Histórias…

De fato, o Deep Memory Process usa o potencial criativo da psique, de forma muito semelhante como Jung a utilizou ao escrever seu “Livro Vermelho“, publicado somente em 2009.

Assim, podemos afirmar que o Deep Memory Process já faz parte de uma psicologia “pós-Livro Vermelho“.

Aqui dois exemplos concretos, contados e comentados por Roger Woolger.

“WENDY: A ANSIEDADE DE UMA MÃE

“Eu não deveria tê-los deixado sozinhos!”

Uma de minhas clientes, uma mãe a quem chamarei de Wendy, sofria de terríveis ataques de ansiedade sempre que via os filhos indo para a escola, ou até mesmo quando brincavam longe de casa com outras crianças. Ela não suportava que eles ficassem afastados dela por muito tempo, nem mesmo para ir a uma colônia de férias. Ela sabia que isso não era certo, e esforçava-se para vencer seus medos. Mesmo quando seus filhos ficaram mais velhos, os temores irracionais persistiam. Ela sempre ficava ansiosa em relação a eles, e telefonava constantemente, mesmo após se tornarem adultos e constituírem suas próprias famílias.

Ela me procurou após uma amiga visitá-la com filhos pequenos, pois os ataques de pânico haviam voltado com força total, só que agora, foram os filhos de outra pessoa que dispararam os profundos sentimentos de pavor em Wendy.

Wendy tentara vários tipos de terapia, ao longo dos anos, mas sua ansiedade nunca fora
realmente embora. Naturalmente, ela havia explorado sua infância, porém a lembrança mais
angustiante fora a do dia em que sua mãe a colocou no ônibus escolar, quando tinha cerca de seis anos de idade. Não acontecera nada na época que pudesse explicar o medo, simplesmente a menina ainda pequena ficara apavorada por deixar sua casa e sua mãe.

Quando sondamos mais profundamente, em uma sessão de regressão, descobrimos que, em
uma vivência passada, Wendy fora um menino índio nativo norte-americano. No reviver de sua
história, o menino saíra para caçar com seu pai, aos dez ou onze anos, na época em que a tribo
estava sendo expulsa de sua terra por homens brancos. Ao voltar para casa, encontrou o
acampamento da família, à beira do rio, sendo atacado. Saindo da floresta viu sua mãe, seu irmão
caçula e sua irmã sendo estuprados e mortos diante de seus olhos. Ele e seu pai correram, com
facas, arcos e flechas, na tentativa de afastar os atacantes. O menino lançou-se corajosamente contra eles, mas os homens brancos com suas poderosas armas de fogo os mataram. O clímax da regressão aconteceu quando o menino morreu, sentindo-se terrivelmente responsável pela morte de sua família, embora ele e seu pai não pudessem ter feito nada. Seu pensamento na hora da morte foi:

– Eu nunca deveria tê-los deixado sozinhos.

Quando a história veio à tona na consciência de Wendy, ficou claro que seus medos durante
a infância e sua ansiedade em relação à sua própria família sempre estiveram, inconscientemente, associados ao menino nativo norte-americano do passado. Até nossa sessão, ela sempre tivera medo de que aquele horror pudesse se repetir de alguma maneira. O fato de saber que aquela vida era como uma fita antiga, que se repetia no pano de fundo de sua consciência, foi suficiente para ajudar Wendy a apagá-la e a liberar grande parte de seu medo. Às vezes são necessárias várias sessões de terapia para quebrar hábitos profundos de medo, mas agora, Wendy podia pelo menos dizer a si mesma com sinceridade:

– Hoje minha família está segura. Isso é apenas uma história antiga. Eu posso largá-la.”

Sabemos que muitas pessoas carregam padrões de medo, culpa e preocupações obsessivas como Wendy. Clinicamente, esses padrões são rotulados de “fobias” ou de “distúrbios de ansiedade”, contudo, a literatura psiquiátrica raramente consegue determinar sua origem. O mais intrigante, em relação a tais sentimentos, é que são simplesmente irracionais; seu conteúdo não faz sentido por si, e não há nada que faça a ligação do medo com nossa experiência de vida.

Um homem que nunca foi esfaqueado, ou sofreu um corte profundo, pode ter um medo terrível de facas; uma mulher que nunca sofreu uma queimadura grave pode ter um medo profundo de fogo. Buscar na infância as explicações para tais medos parece não deslocá-los. Com freqüência, como no caso de Wendy, o medo já está presente na infância, totalmente formado.”

PETER: O DESEJO DE MORTE DE UM ADOLESCENTE

“Eu não vou viver por muito tempo.”

Nem todas as regressões precisam desvelar uma camada do trauma na infância, assim como nem todas as histórias estão relacionadas ao medo. Alguns problemas podem ficar dormentes durante a infância, sendo engatilhados apenas na adolescência, ou ainda mais tarde na vida. Meu último exemplo de uma “história por trás da história” é a de um adolescente enraivecido e perturbado que chamarei de Peter.

Por volta dos dezessete anos, Peter começou a rebelar-se contra seus pais, professores e quase todos à sua volta. Poderíamos chamar isso de “rebeldia” da adolescência. Ele se envolvia em brigas nos bares, bebia demais, e corria demais quando conseguia um carro. Sofreu também alguns acidentes de motocicleta. Para o observador, parecia que estava tentando se matar. Ele provavelmente teria negado isso, pois não era consciente. Mas quando sondamos a história por trás da história, descobrimos que, inconscientemente, ele estava revivendo uma história na qual ele morreu. Peter se viu em uma vida passada como um recruta militar, forçado a servir no exército britânico. Seus superiores foram brutais com ele, o estupraram e o usaram como bucha de canhão em uma terrível batalha, em algum lugar na Europa.

Durante a regressão, Peter se viu como um jovem soldado, sangrando até a morte devido a vários ferimentos, abandonado para morrer no campo.

– Não é justo (grunhia ele).
– Por que isso aconteceu comigo? Eu quase não vivi. Eu poderia ter me casado, ter tido filhos, ter aberto uma lojinha em algum lugar. Eu odeio esses desgraçados! Suas guerras estúpidas e sem sentido. Eles só nos usam. Eles estão cagando para tudo, exceto para sua própria glória. Hipócritas nojentos! Todo aquele papo de lutar ‘pelo país’. É tudo uma grande mentira!

Ele não conseguia parar de sentir o ódio e a desilusão em relação a tudo que a guerra, e
principalmente, seus líderes representavam. Esses pensamentos, de enorme ressentimento, ficaram profundamente misturados a todo o terror e à violência que ele carregava dentro de si e a todo o caos à sua volta, na hora em que morreu. Em meio ao seu desespero, o soldado moribundo levou consigo o pensamento devastador de que “O mundo é perigoso e eu não vou viver por muito tempo.”

Essa história não veio à tona antes da adolescência de Peter, simplesmente porque estava relacionada à adolescência. Na vivência passada que ele estava carregando consigo, ele havia, de fato, morrido por volta dos dezessete anos. Toda a “rebeldia” que ele estava encenando no presente era uma conseqüência direta dessa dolorosa e inacabada história de vida passada. Esse tipo de história é recorrente em minhas anotações de casos, em suas múltiplas variações. Mas trazer à consciência, a “história por trás da história”, foi um grande alívio para Peter. Ele então pode ver o que o estava impulsionando, e como ele vinha vivendo de forma irracional, porém explicável, a raiva e o desespero por sua vida estar chegando ao fim. Ele rapidamente parou com todos os comportamentos auto destrutivos e começou a canalizar toda a força de sua energia adolescente para os esportes e para ingressar na faculdade, obtendo grande sucesso.”

Se você se interessar em saber mais, pesquise nesse site www.dmpbrasil.com e conheça nossa programação para 2017, quais as cinco etapas da formação, requisitos e muito mais.

Na aba “Roger Woolger – Textos você encontrará muito material útil.

Informações sobre nossa formação em Brasília e em São Paulo em junho de 2017
Envie um e-mail para M. Rosário P. Daher:  mrpdaher@hotmail.com
Tel.: 62-999755370